Ramal de Santa Cruz
Município do Rio de Janeiro
Estações

As principais estações do Ramal de Santa Cruz deram o nome aos principais bairros desta área do Município do Rio de Janeiro.

Conheça a história dos ramais através do link das estações.Fonte: http://estacoesferroviarias.com.br/index.html

 

Estações do Ramal de Santa Cruz

Estações História
 Vila Militar A ESTAÇÃO: A estação de Vila Militar foi inaugurada em 1910. Em 1928, Max Vasconcellos explicava a razão de seu nome: "...chega o trem à Vila Militar, onde o passageiro observa as amplas, modernas e confortaveis construções para aquartelamento de tropas da guarnição militar do Rio de Janeiro, destacando-se de entre elas o edifício da Escola de Aperfeiçoamento, à esquerda e o Casino, à direita." Hoje é estação do trem metropolitano da Supervia, mantendo seu belo prédio.
Magalhães Bastos A ESTAÇÃO: A estação de Magalhães Bastos foi inaugurada em 1914 e seu nome homenageia Antonio Leite de Magalhães Bastos Filho, coronel comandante do Primeiro Batalhão de Engenharia. Aliás, seu nome original era Coronel Magalhães Bastos. Max Vasconcellos afirmava em 1928 que "os moradores da ala esquerda da Villa Militar serviam-se do pequeno estribo de Cel. Magalhães Bastos." Ou seja, era apenas uma paradinha próxima (menos de 1 km) da estação anterior, que levava o nome da Vila Militar. A partir do final de 2003, a estação ficou um ano sem que trens com destino a Santa Cruz pudessem parar na plataforma para desembarque de passageiros, fato que levou a população do local a ter de tomar ônibus até a estação do Realengo para ali tomar o trem.. A plataforma foi destruída em função de uma tubulação de água que se rompeu. Após cobranças e mais cobranças, reportagens em jornais e nada ser resolvido, foi impetrada Ação Cívil Pública contra a Supervia para que se resolvesse o problema. O serviço afinal foi executado, além melhorias como a cobertura da de parte da plataforma, construção de banheiros sanitários, pintura etc. A vitória da população do bairro e dos usuários do trem foi alcançada devido à participação da associação comunitária de Magalhães Bastos e do site www.magalhaesbastos.com.br conseguindo a dificil tarefa de ter uma estação de trem decente. (Fontes: Rogério Ferreira, 2006; Max Vasconcellos, 1928; Anderso, 2007; Wanderley Duck).
 Realengo A ESTAÇÃO: A estação de Realengo foi aberta em 1878. O nome já existia, ao contrário do que certas fontes contam, ou seja, de que a palavra teria vindo do Real Engenho, existente no local, abreviado na estação ferroviária ou mais tarde nos bondes da região, como Real Engo. A história seria plausível se houvessem engenhos por ali, o que não é verdade. A verdade é que "Comprovadamente as denominadas Terras Realengas têm sua origem, segundo alguns historiadores, pela Carta Régia de 27 de Junho de 1814, através do qual D. João ainda príncipe concedeu em sesmaria ao Senado da Câmara do Rio de Janeiro os terrenos situados em Campo Grande, chamados de realengos, porque advindos da conquista territorial pela descoberta do país se encontravam incompletos ao patrimônio real" (História de Realengo, autor não citado). Em 1913, próxima à estação, foi criada a Escola Militar do Realengo, fechada em 1941 e transferida para a Escola Militar de Resende, hoje a Academia Militar das Agulhas Negras. Hoje, a atual estação é operada pela Supervia. O prédio atual parece ter sido construído em 1937. Pelo viaduto, as pessoas passam pela bilheteria e descem a escada e chegam as plataformas. Nela está escrito EFCB 1937.
Padre Miguel A ESTAÇÃO: A estação de Padre Miguel  foi aberta em 1940, já como típica estação de trens de subúrbio. O nome homenageia o Monsenhor Miguel de Santa Maria Mochon, nomeado em 1910 como primeiro vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição do Realengo. Hoje é operada pela Supervias.
Guilherme da Silveira A ESTAÇÃO: A estação de Guilherme da Silveira foi aberta em 1948, já como típica estação de trens de subúrbio. Recebeu o nome de um antigo presidente da Companhia Progresso Industrial do Brasil. Hoje é operada pela Supervias.
Bangu A ESTAÇÃO: A estação de Bangu foi aberta em 1890 como um prédio de tábuas, que ainda existia em 1928, segundo Max Vasconcellos. O nome provinha do morro que ficava ao lado. Em frente à estação ficava o jardim da fábrica de tecidos Bangu, que deu origem ao time de futebol. A fábrica fechou, o time ainda funciona. Somente em 1938 foi construída a estação atual, em alvenaria, que hoje serve aos trens metropolitanos da Supervias.
Viegas A ESTAÇÃO: A estação de Viegas foi aberta em 1924. Ficava próxima a uma ponte sobre o rio do mesmo nome. Devia ser uma parada apenas, não cotada nos guias. Já foi desativada há anos. Sem mais informações.
Senador Camará A ESTAÇÃO: A estação de Senador Camará foi aberta em 1923. O nome homenageia o antigo Senador Otacílio de Carvalho Camará.
Santíssimo                A ESTAÇÃO: A estação de Santíssimo foi aberta em 1890. Hoje é uma estação dos trens metropolitanos da Supervias. O prédio atual é dos anos 1970 ou 1980. Notícias de 2009 dão conta que, em 6 de março, a estação foi parcialmente depredada por passageiros revoltados com a paralisação dos trens, causada por troca de tiros na estação seguinte, de Senador Camará, que acertaram os cabos de energia.
Senador Vasconcelos A ESTAÇÃO: A estação de Augusto Vasconcellos, também chamada de Senador Vasconcellos, foi aberta em 1914. Seu nome deriva de um senador que efz carreira política no bairro de Campo Grande. Hoje é uma estação dos trens metropolitanos da Supervias. Sem mais informações.
Campo Grande A ESTAÇÃO: A estação de Campo Grande foi aberta em 1878 ainda pela E. F. Dom Pedro II. Este bairro carioca é bastante antigo e de sua estação, em 1928, saíam três linhas de bondes elétricos: o do Prata, a da Ilha e a da Pedra, que levava pescadores para a Pedra de Sepetiba. Hoje a estação serve aos trens metropolitanos da Supervias. Os bondes, claro, desapareceram há anos... anos demais.
Benjamin do Monte A ESTAÇÃO: A estação de Benjamim do Monte foi aberta em 1971. Foi aberta quando da construção do estaleiro da Ishikawajima, este inclusive com acesso ferroviário. (Fontes: Hélio Suevo, A Formação das Estradas de Ferro do Rio de Janeiro, Memória do Trem, 2004).

Inhoaíba                   A ESTAÇÃO: A estação de Inhoaíba foi aberta em 1912. Hoje é uma estação dos trens metropolitanos da Supervias. Sem mais informações.  
Cosmos A ESTAÇÃO: A estação de Cosmos foi inaugurada em 1928. É uma das estações do trem metropolitano da Supervias, em 2008.
Paciência A ESTAÇÃO: A estação de Paciência foi inaugurada em 1897. A estação foi construída nessa época e provavelmente foi a que aparece na foto abaixo - que não é o prédio atual ((Memória Histórica da Central do Brasil, 1908, p. 498). O nome veio da Fazenda do Mato da Paciência, antiga fazenda local, há muito desaparecida. A estação original era de madeira, precaríssima. Hoje é uma estação de trens metropolitanos.
Tancredo Neves A ESTAÇÃO: A estação de Tancredo Neves foi inaugurada em 1987 já para ser estação de trens metropolitanos. Hoje serve à Supervias.  
Santa Cruz A ESTAÇÃO: A estação de Santa Cruz foi inaugurada em 1878 e permaneceu até 1911 como ponta de linha do ramal. Somente nesse ano foi aberto o trecho seguinte, até Itaguaí, que em 1914 foi prolongado até Mangaratiba, seu ponto final. Embora houvesse planos de encontrar a linha da E. F. Oeste de Minas - depois RMV - em Angra dos Reis, este trecho nunca foi construído. A eletrificação implantada na Central do Brasil atingiu Santa Cruz nos anos 1940 e daí nunca passou. Portanto, os trens de subúrbio chegavam até esta estação e dali prosseguiam para Mangaratiba puxados por locomotivas a vapor, e a partir dos anos 1950, por diesels. Este deve ter sido um dos motivos do fim do Macaquinho, apelido do trem que ia de Santa Cruz a Mangaratiba, nos anos 1980. De Santa Cruz saía o ramal do Matadouro, que ficava dali a curta distância, mas que o trem também atendia. Saía também da estação de Santa Cruz um ramal para a base aérea para os Zeppelins, contruído por volta de 1934. O ramal foi feito para a construção do hangar, mas continuou por algum tempo para transportar os passageiros que chegavam pelos dirigíveis para o centrto do Rio em carros de primeira classe. Hoje o ramal está desativado e ainda dele sobram resquícios, mas a base aérea continua existindo, não para zeppelins, claro. (Informações de Alexandre Fernandes Costa, Rio de Janeiro, RJ).